sábado, 6 de maio de 2017

Beijando estranhos

Este post não é sobre você, relaxa. Não tem um único destinatário, aparentemente. 
Talvez seja ficção ou uma mistura com um realidade passada. Lembranças... 
Muitas baladas loucas, fases que se foram e mais uma que já está dando adeus. Mais uma primavera está chegando e já são quase dez aninhos de blog. E muitos beijos. 
A maioria deles começa com o olhar. Ela mira e os olhos de jaboticaba - cigana oblíqua e dissimulada - encaram, Nunca foi santa, às vezes tímida, mas sempre com muita atitude. O último episódio foi o de um italiano "desnutrido" que em menos de 5 minutos virou um gato, mas nem o nome soube. 
Ah, Bia Flor, você é demais! O que seria de mim sem você! 
Já beijou mentalmente umas poucas e boas pessoas, em situações inapropriadas, e viaja. E abre aquele sorriso enorme que há tempos não aparecia. Já beijou vários atores, anda beijando muito o "Harvey" do seriado "Suits", que por falar nisso, já teve um do tipo na vida real. Difícil não se render a um terno bem cortado, né? 
E acabou acontecendo, o tal "Harvey" workaholic a beijou. Taurino com taurino dá merda. o beijo é bom e essa raça de advogado têm sempre um bebida alcoólica na "manga", quando viu... Foi consensual e avassalador! 
Mas têm beijos que não dão liga, o ascendente é em escorpião, perde o interesse da mesma maneira que se interessa, assim, PUFF, num toque de mágica. #Bored 
E o coração é de administrador: vai ao banheiro, pegar uma bebida, tomar um ar, fumar e #Mwah. Hasta la vista! 
A tão pressa tempestiva do "time is money". 
Não se esqueçam, ela se interessa, mas se não mantê-la encantada... É princesa plebeia, de rua, à noite os gatos são pardos, mas já é "macaca velha". 
Já beijou "além mar". Ah Tozé, quanta saudade! Dançar com os olhos fechados, ser sua "Capitu". 
Aquela tarde de Novembro que nunca se esqueceu, a qual começou a evocação - "Eia! Se só me faltassem os outros"... Beijo que marca como tatuagem e faz surgir sentimento que jamais se esquece. 
O beijo da paixão de infância que sempre mexe com a gente... lá no pátio da UFSJ. Ah é amor, isso é amor (de infância) o que não impede que ame o próximo.
E tem os beijos esporádicos, os quais já não fazem mais parte do repertório com tanta frequência, mas massagem facial faz bem. 
O beijo de escorpião que tem medo porque é imã mas é roubada. 
O de libra que cola mas dá um pouco de dor de cabeça. 
O virginano perfeccionista tal e qual que rola aquela disputa de quem quer fazer melhor.
O beijo paieiro que mete um Halls. 
O beijo com gosto de bebida que rola no meio da balada.
O beijo que já bebeu demais e se fechar os olhos e rodar, foge e quase perde um sapato, mas essa é a princesa errada.
O beijo que faz com que ela se desloque para conversar com o escolhido e vira um tédio e ai aborta a missão. 
O beijo desajustado que dependendo do grau etílico comete um sincerícidio e sai como a babaca mas foda-se. 
O beijo ruim mesmo. 
O beijo figurinha repetida do contatinho gadinho reserva. 
E o beijo... Ah... o beijo... aquele beijo... esse mesmo... "nananananananana"!! 

¨Till I find someone I love 
Na na na na na na na naKissing strangers 
Till I find someone I trust 
Na na na na na na na na 
Kissing strangers¨ 

Bia Flor 

Música - Kissing Strangers - DNCE

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

"Diabólica"

Andou sumida por meses. A dor ainda é latente, e NUNCA mais irá passar, sabem bem porque, seu amor se foi. 
Está cansada, bem verdade, exausta. Não era o que esperada que estivesse nesse roteiro improvisado. Às vezes sente náuseas de tanto peso que carrega sozinha. Vida ingrata, injusta! 
O nome de santa não faz jus ao momento de cólera que tem vívido. 
Bem verdade que os bons se ferram bastante, e mantém um sorriso. Dizem que são os mais felizes. Ironia, este é o significado do seu nome. 
Anda invisível, então para que ainda insistem em sua presença? Talvez para tripudiar mais um tiquinho no que ela faz por misericórdia? 
Meninas "boas" só se fodem! 
Antes fosse, nem isso, no sentido cono-denotativo da palavra. Se pelo menos fosse DELICIOSAMENTE FODIDA! 
E as lágrimas de raiva escorrem, e ela as limpa como um macho. 
Não lhe deem lições de moral ou de como ser uma boa filha, só irão mexer em um vespeiro maior  do que o que já está para desmoronar. 
Só escuta desaforos por tudo que faz por amor. INGRATIDÃO! 
Virou "diaba"! "Diaba" daquelas que os anjos riem, caçoam. "Diaba" desastrada, que mal saber fazer mal. "Diabólica"! Jezabel! Provocativa! Homewrecker! #Saidafrente! 
As regras são as delas. 
Cansou das unhas não durarem um final de semana, sequer, inteiras. Lava, varre, limpa, sobe, desce, abre, fecha e nem é "Gata Borralheira". Abomina príncipes. 
Caralhos, só patadas e grosserias! 
Nem um prato a mesa num único final de semana em que deixou a mesa bagunçada. 
A senhora perfeita do sorriso largo enfezou-se. Tem direito e não a impeça. 
É apena uma "menina" que carrega um mundo de responsabilidades sozinha, com milhões de pitacos e dedos apontados e ajuda alguma. 
Endiabolicou-se junto com o carnaval e vai se deleitar. Até quanto, sabe-se lá. 
O que não quer é que torrem a pobre e escassa paciência. 
Satisfação nula, cobrança inexistente. 
Quer amanhecer igual Jezabel em dias de Outono, extasiada, excitada, maravilhada, endiabrada, porém sem se importar com rótulos. 
Apenas sabe-se: tanto ela, quanto você podem se machucar. Mas é "diaba" suficiente para fazer o que quer e o que sente. Quer arriscar com ela? Pode vir! 

"When everything is life and death
You may feel like there's nothing left 
Instead of love and trust and laugther 
What you get is happy never after 
But deep down all you want is love 
The pure kind we all dream of
But you connot escape the past 
So you and I you never last" 

Bia Flor 

Música - Homewrecker - Marina and The Diamonds 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Olhos de PAI

Ele era o MEU PAI, mas eu o emprestei à muitas pessoas.
Jamais imaginei que ele fosse embora neste dia. Foram quase 4 meses dentro de um hospital onde se conversava com os olhos. Aqueles olhos castanhos que diziam tantas coisas, que imploravam por piedade divina, que cativou muitas enfermeiras do Biocor Instituto. Olhos que ora sorriram, oram choraram. Olhos que mergulhavam nas músicas clássicas que ouviu pelo fone do celular. Olhos que me confortavam e, de vez em quando, me davam aquele sorriso gostoso, sorriso de esperança. Os mesmos olhos que me vigiaram até o último contato. Olhos que impunham respeito e muita admiração. Ciúmes de pai zeloso, bravo, enérgico, mas doce, atencioso, amoroso. Os olhos de anjo que Deus designou para ser o MEU PAI. Meu maior amor, meu melhor amigo. Os olhos que debochávamos juntos, olhos que repreendiam. Olhos que conversavam e só nós dois entendíamos o sinal - uma troca, cumplicidade.
Um ano sem você... Tenho tantas coisas para te perguntar, para te contar, para pedir seu conselho, mas você quis ir antes do tempo. Pai, dói tanto, sabe... Ficou um tanto bastante pesado, ando cansada, mas como prometi a você, estou cuidando de tudo e começando a preservar o seu imenso legado.
Ensaiamos tantas vezes minha entrada na Igreja, no dia do meu casamento, tocando Valse de Coppélia... Meu Miserere... Meu Nessun Dorma... Meu repertório. Seu neto que não te dei, você sabe, nunca tive muita sorte nesse quesito. Dançamos muitas valsas juntos. Todos os momentos, desde que eu abri meu olhos e olhei nos seus olhos estão eternizados da minha memória. Pai, te amo demais e a saudade está insuportável hoje. Nós vamos nos encontrar!! E continue sendo a estrela que mais brilha para mim todos os dias.
Sua filha, Bia Viegas

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Contemplação - sem Madeleine

Descobriu que está limpa. Completamente purificada do que antes a travava e prendia num tempo que não existe mais.
Viu fotos, ouviu músicas, leu os "bilhetes" e tudo ficou para trás. Não se lembra mais dos perfumes, das vozes e de como eram. 
Isso fez com que se sentisse novamente "alforriada". Ninguém a perseguiria em pensamentos nos dias solitários e frios, O passado foi imperfeito!! 
Dizem que é assim, as imagens vão sumindo e os sentimentos viram "nuvens" que se desfazem com o primeiro vento forte que bate. 
Até que, tudo se supera e não se espera mais nada. 
E naquele mesmo lugar onde gosta de contemplar, e seus pensamentos se misturam dinamicamente, e logo surge Madeleine, eles se sentaram. Nunca havia feito isso, contemplar sendo Flor. 
Sempre tão perto e tão distantes... A antítese do "Senhor do Destino". 
Tarde linda, vento frio, cabelos atrapalhados... Sob a intercessão Dela.
Queria sentir o seu perfume mais de perto e quanto mais a vontade aumentava, o tempo corria. 
Não imaginou nem profetizou como poderia ser, apena foi. 
E lá estava, naquele lugar, pela segunda vez no mesmo ano, sem inúmeras pessoas que pudessem interferir com suas câmeras, vozes, presenças. 
Tão naturalmente, sem maquiagem, sem produção, apena ela e o jeitinho meio espevitado. Espoleta sempre será!! 
De encantadora tornou-se encantada, mas longe de ser princesa. E isso fez com que o pensamento fervesse. 
Imagina ação!! 
Calma iria se não tivesse sido instigada. 
Intocada, semi imaculada, bastante atiçada. A vontade de senti-lo surgiu como um relâmpago. 
Sabe-se, despertaram-na. E se questiona: Quem se importa? E agora? 
Mas os pensamentos são inevitáveis. 
Tocar, sentir, escutar, olhar, falar, beijar... Beijar!! Imaginar!! Quase todos os verbos em 1º conjugação. AR!! INSTIGAR!! 
E tudo começou com sentir. Sentiram-se, intuição, coincidência ou não!! 
Muitas mudanças naquela distância, que nunca se pensou tão perto. 
A constância dinâmica de mudar, às vezes, não por querer, mas por precisar ou por imposição cármica. 
Lá estavam. Contemplando de uma maneira jamais imaginada. 
Tarde linda, vento frio, cabelos atrapalhados e uma vontade louca de sentir seu gosto. 
O inverno pode queimar a alma!! 
She's climbing up the walls!! 

Bia Flor 

Climbing up the walls - Chris Cornell 

sábado, 19 de março de 2016

Retornando

Ao contrário do que parece, ela não está perdida. Aparentemente calma, aguardando uma semana intensa. Não sabe como reagirá, mas até o momento, ¨calmaria¨ é o que se percebe.
Esta época têm sido contraditória já há alguns anos. Sentimentos se entrelaçam e ela se torna duas - as duas mais perigosas que nela habitam - Jezabel X Madeleine. 
Este estado a atormenta um pouco, são muito intensas e ela tem que estravazar uma das duas. 
Rosemary nunca mais surgiu, poderia se fazer de Isadora ou o meio termo Jessica, mas as invasoras querem devorar a sua mente.
Já está "endiabrada" numa véspera que deveria ser santa.
O sangue que corre pelo seu corpo, queima. Os olhos devoram e a matéria pede alimento. 
Necessita de fluídos e intelecto para se satisfazer. Não se contenta com qualquer tipo de prazer. 
Seus movimentos são lentos mas bastante elaborados, desta vez quer deleite total. Sugar cada gota que a agradar. 
Precisa de alguém que a carregue nos braços até encontrar seus alimentos. Muito tempo se passou. Mas não se assuste, ela está comedida e não irá querer descontar o tempo adormecida. 
O lado angelical está num sono profundo e talvez, o pior ou mais devastador irá se transparecer. 
Há quem goste! 
E ela passa o dia inteiro imaginando como irá recomeçar e qual das duas se manifestará. 
Não tem um alvo certo, só não quer príncipes e nem bêbados. 
Seu sorriso causa um certo calafrio, ele faz com que os olhos realmente te deixem constrangido. 
Semi louca! 
Voltou para o jogo e assim que se alimentar, irá derrubar todas as peças que ficaram em pé enquanto ela desmoronava. 
Não está perdida, estava um pouco despedaçada, mas este sono a reconstituiu e como Madeleine, deseja a sua ruína lentamente. Como Jezabel, depois da batalha, irá sorrir impedosamente em seus braços. 
A música está posta e agora é a sua vez de seguir os passos inevitáveis que ela escreveu no seu chão. E sem errar um deles... 
Um único conselho: Não erre!
E ela sorri, se arrepia, seus olhos brilham enquanto aguarda a famigerada alimentação. 

Voltou! 

Bia Flor 

"But it's too late to come on home
Are all those bridge now old stone?
But it's too late to come on home
Can the city forgive? I hear its sad song"

Música - Long & Lost - Florence and The Machine