terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O que foi mentira e o que é verdade?

Um ano se passou depois que tudo desmorou na cabeça dela.
As promessas se esvaíram e as lágrimas se tornaram algo frequente, desde então.
Os dias se arrastavam naquela época, como os de agora. Mas fora avisada de que algo não seria tão bom naquele maldito ano, e não foi. Aquela mulher estranha havia dito que seria tempo de sofrimento.
E foi uma época de mtos problemas. Até os últimos segundos, qdo acreditava que haviam se cessado, sentiu no coração aquela notícia que entrou como uma lança, de forma bem devagar. Ainda dói, e será assim, até se transformar em saudade e boas lembranças, apenas, boas lembranças!
Nunca pensara no que lhe disseram, sobre aquilo que a arrebatou no início daquele ano - o que foi mentira e o que é verdade?
Ela é de verdade! O sorriso, as palavras ditas, os sentimentos que o rosto demonstrava nas horas de tristeza, alegria, saudade, raiva e decepção.
Ela era quem se via e não tinha como fingir qqr reação porque tudo era mto intenso. Aquele amor, aquela amizade, aquela cumplicidade e, de novo, a decepção.
O endereço dela era verdade! Se se fosse ao seu encontro, ela estaria lá...
O número do telefone tbm era verdade! Ela o atenderia e, seria possível escutar sua voz...
Ela garantia a veracidade unilateral, mas é o "lado B"?
O lado que não se via, não se ouvia, só se lia?
O lado que não tinha endereço, não tinha telefone, não tinha rosto?
O lado que fizera acreditar em sentimentos tão sublimes, seria apenas um lado imaginário?
O que é verdade?
Ela!
O que foi mentira?
Se souberem, ela ainda perdoará!

Bia Flor

sábado, 18 de dezembro de 2010

"Espírito Natalino"

Pra quem acompanha o blog, sabe que ela não curte essa época do ano.
E mais uma vez vem desabafar neste espaço.
Natal. É, tempo de encontrar os amigos; isso é bom!
Passar uns dias com os pais; isso é ótimo!
Esse ano não tem a Liz; isso tá doendo...
Aninho de 2010 - PUTA QUE PARIU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ano pesado esse. Odeia anos pares, e esse é o de 2008 estão no mesmo páreo.
Cruzes! As costas estão doendo de tanto peso que carregou.
E lá vem aquela época de ter que fingir sorrisos, evitar comentar problemas, abraçar quem não se quer, blá blá blá!
Mas esse ano, está peculiarmente, apimentada.
Umas mentiras bestas foram a gota d'água p limite do cansaço. Sabe qdo junta tudo?
Vontade de mandar tudo ir a merda.
Não sei p que essa euforia aparente, mês que vem vai tá tudo do mesmo jeito, só as dívidas que serão maiores... grandes bostas! Não as minhas!
Lógico que não foi todo ruim.
Tiveram ótimos momentos, mas esse finalzinho, tá sendo "trash".
Espírito Natalino já era, mais uma vez!
E não tá nem aí p quem vier criticar esse negativismo dela.
Foi ruim mesmo, já começou ruim qdo voltou p realidade...
E quem tenham estômago p aguentar as "falsidades".
Tomara que se engane e viva algum momento êfemo de euforia.
Enfim,
"Feliz" Natal e um Ano Novo menos pesado!!

Bia Flor (com a vó atrás do toco)

P.S.: Saudades da minha Liz... Nunca mais será a mesma coisa sem ela...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pequenina Liz...

Ela chegou assim, meio desconfiada, pequenininha, assustada. Deveria estar pensando: quem são essas pessoas? Será que elas irão gostar de mim?
E foi assim, amor a primeira vista.
Já tinha um nome: Liz!
Cabia na palma da minha mão, aquele pedacinho de "gente", peludinho e com o olharzinho de quem pedia colo.
Dormiu ao meu lado, numa caminha e nem chorou. Parecia que logo nos primeiros momentos se sentira bem no novo lar.
Sempre meio desconfiadinha, tentava fazer bagunça, normal como os filhotinhos.
Por várias vezes fez xixi pela casa, mas logo aprendeu onde deveria fazer seus xixizinhos e cocozinhos.
Aprendia tudo com mta facilidade. Logo se via que era uma "menina" mto inteligente e disciplinada.
Tinha medo de descer as escadas, mas a coragem e a curiosidade deixaram o medo de lado e, patinha por patinha foi descendo os degraus. E subia correndo, igual um foguetinho.
Aquela bolinha de algodão...
Foi crescendo e se encantou com as Havaianas. Corria pela casa com o chinelo na boca, armando uma luta ferrada com ele e se delirando de tanto brincar.
Conheceu o fantástico mundo das bolinhas de tênis.
Seus dentinhos, já permanentes, enchiam-se de fios amarelos com a destruição das bolinhas.
Mas não largava as Havaianas...
Depois, vieram as bolinhas coloridas.
Era uma festa só! Corre p lá, joga bolinha, pega, traz de volta, joga de novo e se deixasse seria assim o tempo todo.
Não se cansava.
Odiava amarelo. Todas as bolinhas amarelas ela destruía. Depois dizem que eles enxergam apenas preto e branco...
Ganhou seu primeiro "ossinho".
Segurava-o com as patinhas e comia seus pedacinhos até machucar a boquinha e mesmo assim, continuava "lambendo os beicinhos".
Teve sua primeira crise epiléptica... quase matou a gente de susto. E a partir daí teve que tomar Gardenal atééé... até o dia de deixar esse mundo.
Se acostumou rápido com o remédio e aprendeu a vomitar no vaso. Isso, ela vomitava no vaso sanitário.
Era a mais linda de toda a vizinhança.
A mais charmosa, metida, manhosa e amada!
Foi crescendo e já se sentia a dona do pedaço. E era mesmo! Passeava na rua desfilando seu jeitinho incomum.
Adorava cavalos. Qdo eles passavam na rua, saia correndo e ia p sacada latir p eles. O mesmo fazia com as crianças que iam p escola.
Aprendeu a resmungar! Tudo que se falava com ela, resmungava (puxou a avó!).
Durante o dia enrabichava-se com a avó, onde uma ia a outra ia atrás. Dormiam juntas, acordavam, faziam bagunça e depois iam comer.
Ela esperava seu pedacinho de "ossinho" todos os dias.
Era condicionada a esses "ossinhos".
A noite, não desgrudava do avô. Assistiam novela juntos, ficavam juntos no computador e assim que a novela das "oito" terminava, ela já estava esperando na beira da escada p seu passeio noturno.
Todos os dias! E ia feliz passear e encontrar alguns amiguinhos. Depois dormiam juntos.
Mas qdo eu estava lá, era a mim quem ela escolhia! E a gente se esbaldava!
Acordava todos os dias e depois de dar bjinhos, já pegava alguma bolinha (ela escolhia a que iria brincar naquele dia) e ficava com a bolinha na boca o dia inteiro.
Jogava a bolinha, corria, pegava, jogava de novo e não se cansava.
Acompanhava na hora do banho. Pegava a bolinha e mordia junto com o tapete do banheiro, fazendo uma farra danada!
E era assim... todos os dias!
Cativou a todos com o seu jeitinho único!
Fazia charme na webcam, como se tivesse vergonha, mas no fundo, era uma danadinha!
Não gostava de fotos, fingia ser tímida, mas todas as fotos ela sorria!
Esperava o almoço terminar para comer o arrozinho no guardanapo e com as patinhas na mesa.
Era o sucesso do pet shop qdo ia p banho.
Voltava toda serelepe e ainda ia mostrar p outros cachorros que ela estava linda!
Exibidinha! Nisso, ela puxou a mãe!
E desse jeitinho o amor só aumentava, era a rainha da casa e sem ela tudo ficava estranho, mas sabia-se, logo ela estaria de volta, preenchendo o lar que tanto a amava!
Até que chegou o dia... Maldito dia! Dia que dói, que parece um pesadelo, que espera-se pela sua volta...

Pequenina Liz, pequena flor, que tanta alegria nos deu, saibas que fostes mto amada e que nenhum outro cãozinho irá substituir-te. Tu fostes especial, diferente de todos que já conheci.
Amamos a tua antecessora, Kelly, que tbm dói a lembrança.
Sei que ela te recebeu no Céu como uma irmã, pois foi amada igual a ti.
Pequenino "gudão", o vazio que deixastes nunca será preenchido.
Teus lacinhos, tuas bolinhas, teus vestidinhos, tuas mantinhas, teu perfume estarão esperando pela sua volta.
Estou tentando fazer com que Deus leve algo em troca e devolva-te p nós.
Se não acontecer, nos encontraremos um dia, pois nossas almas estarão juntas.
Essa dor não vai passar e as lembranças estarão sempre nítidas.
Por que tu não me esperastes?
Só queria poder abraçar-te dormir mais uma vez contigo. Seria pedir mto?
Mas eu entendo, filhinha. Pelo menos tento entender.
Deixastes saudades há mtas pessoas...
Descanse em paz e olhe por nós no seu Céu.
Sejas feliz como fostes aqui. E nunca esqueças, amamos mto vc florzinha mimosa!

Bia...

domingo, 31 de outubro de 2010

Apenas mais um conto....

Nesse exato momento, todos já dormem, menos ela.
São 00:45h e no pensamento encontram-se coisas obscuras, afinal, já é Helloween, o que a leva a pensar em coisas sombrias.
Olha para o escuro do quarto, apenas a luz da tela do computador a ilumina.
Era p ter medo, mas nada a assombra, ao contrário, ela assombraria algumas pessoas, pelo menos é o que tem vontade de fazer enqto escreve o texto.
Imagina uma cena, num beco escuro e estreito.
Chuva, mta chuva.
Seus cabelos negros molhados escondem o seu olhar sensual e perigoso.
Está sozinha.
Sobe as escadas de pedra desse beco e vê sua sombra na parede. Escuta o barulho dos saltos que ecoam como se parecesse estar sendo seguida.
Aumenta o passo, seu coração nem acelera. Continua fria como a chuva que cai intensamente.
Olha p trás. Apenas sua sombra e mais nada.
Continua andando pelo beco, agora mais devagar.
A chuva não a atrapalha.
Uma sensação de frio na espinha a deixa arrepiada.
Alguma coisa passa voando sobre seus cabelos.
Seria ele?
Ela sorri. Um sorriso estranho, sarcástico e cheio de desejo.
Sente a respiração ficar ofegante.
Suspira bem fundo e fecha seus olhos, "maquiadamente" pretos.
Tudo acontece em um período mto curto.
Esses sentimentos explodem e ela se entrega.
Deixa-se cair nos braços daquele que a sobrevoava e se tornou humano.
Sim, ela já o conhecia, já o esperava e essa noite era a prometida.
Estavam juntos.
Ela, a "bela" feiticeira e ele, o "doce" vampiro.

"Don't walk away, don't walk away, don't walk away
I'm talking to you
Lovey dove, love is hell, love is hell, love is up to you
Love, love, love, love is up to you
Love, love, love, love is up to you
Fuck!

In the sky is it wrote
Up from the ground,
I stay out of breath
I felt the temperature rises
And I felt across the creeping cold
These graves..."

Bia Flor
Trick or Treat?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ela acreditava...

Ela sempre foi uma sonhadora.
Desde bem pequenininha tinha seu mundinho mágico e não foi pq virou uma mulher que deixou esse mundinho p trás. Pelo contrário, sempre se refugia nele e viaaaaaaaaaaaaaaaaja.
Qdo era pequena, sempre dizia que não queria ser mãe, mas se caso acontecesse, faria cesariana... Acreditava na cegonha, seria menos dolorido.
Acreditava que as férias no sítio com os primos eram as mais legais do mundo, mesmo todo ano se repetindo a mesma coisa. E eram as melhores sim! Sempre irá se lembrar do escorregador na beirada da piscina enorme. Dos dias chatos de chuva em que tinham que ficar disputando a rede. Das brigas, dos machucados, das brincadeiras de mau gosto e do suco de limão no copinho colorido de plástico.
Eram, realmente, as melhores férias.
Acreditava qdo voltava das férias e ainda tinham os primos de fora p continuar a bagunça, que brincar na rua de pique-esconde e se esconder com o primo mais gatinho, era amor de infância. E era! Sensação de coração batendo forte por estar perto e a tristeza de qdo tinham que se despedir, mesmo sabendo que o primo não sabia que ele era o seu amorzinho e, nem imaginando que ela era o amorzinho de infância de outro primo.
Aquela ciranda, que gostava de, e gostava de, e gostava de e se casou com quem não tinha nada a ver com a história. E era feliz!
Acreditava tbm que namorava o Luciano do "Trem da Alegria". E passava hoooooooooooras olhando p capa do disco de vinil imaginando que tudo aquilo iria se tornar real. Hj, nem se ele quisesse, ficaria com ele. Rsrsrs
Acreditava que qdo chegasse a idade adulta iria ser dentista, mesmo morrendo de medo até hj de ir ao dentista. E não é por isso que deixa de ter um dos mais belos sorrisos que já viu. Só que se formou em outras coisas, nada de motorzinhos, anestesias e cheirinho de consultório dentário.
Acreditava que o primeiro namorado seria p sempre, mesmo sendo ela quem terminou o primeiro namoro. E sem direito a explicação da parte dele. Menina malvada! Acho que ele virou frei. Não, ela não o traumatizou. Ah, como ela mudou nesse quesito!
Acreditava que aos 22 anos estaria casada. E os 22 anos foram os mais badalados da vida dela. Tantas festas, tanta gente nova, tanta coisa p conhecer...
Acreditava que antes dos 30 seria mega bem sucedida, mais ou menos tipo João Dória, Roberto Justos em "O Aprediz". Rsrsrs
E quem disse que não se tornou bem sucedida?
Sonhava com o princípe encantado, mas sempre foi mais feliz ao lado dos rapazes mais complicados. Complicados por serem mesmo complicados, ou por serem mulherengos, canalhinhas ou por estarem distantes e serem "bons" mocinhos.
Acreditava que tinha um filho, postiço, e tinha... Nisso ela ainda acredita e o olhar fica triste.
Ainda acredita que esse abraço irá se concretizar. Mesmo se for p abraçá-lo no dia em que se formar na faculdade. O filho eterno.
Acreditava que seria uma bailarina melhor que Ana Botafogo e mais bonita. Só não sabia que o tornozelo iria trai-la.
Acreditava que amigos não machucariam seu coração. Mas existem pessoas que têm a índole ruim e se passam por amigos. Mesmo assim, acraditava neles.
Acreditava que teria os mesmos amigos p resto da vida. Conheceu mtos outros, uns ficaram, outros apenas passaram e alguns, ela fez questão de expulsá-los da vida. Mas os amigos de infância e aqueles mais especiais serão eternos.
Nunca imaginou que pudesse viver no mundo se virando "sozinha". E não é que deu conta!
Só que até hj não encontrou seu porto seguro, e as vezes pede colo p pais, como nos tempos em que acreditava na cegonha e em tudo que era colorido, doce, feliz, cheio de risadas, brincadeiras, amores de infância, joelhos ralados, cabelo embaraçado, sujeira de terra de rua, cheirinho de banho antes de dormir e soninho dos justos mto bem protegida, depois de um dia cheio de bagunça e faz de conta.
Ela acreditava... E ainda irão existir mtos acreditar pela frente, mesmo sabendo que a maioria não passava de sonhos e fatos que não voltam mais ou não existiram.
Quem sabe um dia?
Vai ser sempre assim, esse mundinho mágico que é o imaginário e a vida real.

Bjinhos,
Bia Flor